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Ronco pode causar câncer.



Uma má notícia para quem ronca e não se preocupa com isso. Cientistas descobriram que quem sofre deste distúrbio tem mais probabilidade de ter câncer comparado a quem não tem esse problema. Segundo o estudo divulgado pelo jornal britânico "Daily Mail", pesquisadores afirmam que quem ronca um pouquinho tem 10% a mais de chances de morrer por causa da doença.
Já quem sofre moderadamente deste problema do sono tem o dobro de chances de vir a sofrer um câncer. 
E o aviso não é nada bom para quem ronca demais. De acordo com os cientistas, estas pessoas morrem cinco vezes mais de câncer do que quem não sofre esse distúrbio. As conclusões foram feitas com base em uma pesquisa com mais de 1,5 mil pessoas durante 22 anos.

 "Esse é o primeiro estudo a mostrar uma ligação direta entre a apneia do sono e o risco elevado de morte por câncer", disse o doutor Javier Neto, que comandou as investigações na Universidade de Wisconsin.

 "Se essa relação for comprovada em estudos futuros, o diagnóstico e o tratamento dos distúrbios relacionados ao sono em pacientes com câncer podem ser indicados para aumentar a expectativa de vida", completou. 

Outra descoberta interessante foi que essa associação – entre a qualidade do sono e a possibilidade de morrer de câncer – é maior em pessoas não obesas. Estudos com ratos de laboratório mostraram que os níveis de incidência aumentaram nos animais mais magrinhos. As descobertas foram apresentadas na conferência internacional da Sociedade Torácica Americana, em São Francisco.

Frutas vermelhas, chá e chocolate reduzem o risco diabete tipo 2



Esta semana na Coluna Saúde vamos falar sobre a Diabete Tipo 2. Esta Diabete tipo 2 é uma doença metabólica crônica que se caracteriza pelo aumento do açúcar no sangue, e vem tomando proporções epidêmicas nos últimos anos. Está associada com doença cardiovascular e hipertensão arterial, e seu desenvolvimento é ligado ao estilo de vida, principalmente o padrão alimentar, obesidade e sedentarismo. Para agravar a situação, a maioria dos indivíduos que possuem riscos objetivos de desenvolver a doença ignora estes riscos.

Novas e gostosas notícias vindas do Reino Unido podem rechear o nosso dia-a-dia com elementos que servem de prevenção para o desenvolvimento de diabete tipo 2. Uma pesquisa realizada na Inglaterra, e recentemente publicada na revista científica The Journal of Nutrition, sugere que substâncias encontradas em grande quantidade no chá, frutas vermelhas e chocolate auxiliam na proteção contra o diabete.

O estudo foi conduzido em mulheres de 18 a 76 anos, e observou a associação entre alimentação e a glicemia (quantidade de açúcar no sangue), a proteína C reativa, que é um marcador de inflamação crônica do organismo (a inflamação crônica está associada com diabete, obesidade doença cardíaca e câncer), e a concentração de insulina no sangue (que indica o grau funcionamento da insulina). A atenção foi dirigida para alimentos que contêm um grupo de substâncias chamado de flavonóides, especificamente a flavona, encontrada em maior quantidade em chá, vegetais e temperos como aipo e salsa, e a antocianina, encontrada em uvas, frutas vermelhas e vinho tinto.

Os resultados revelados pela pesquisa indicam que o consumo de altas quantidades de flavonas e antocianinas está associado a uma melhor regulação do açúcar no sangue, a um melhor funcionamento da insulina e a um menor nível de inflamação crônica.

Estes resultados se inserem em um robusto conjunto de evidências científicas que reforçam a importância da boa alimentação na prevenção de doenças e promoção da saúde.


Cuidado : Consequências de dormir tarde na adolescência



Parece que estamos cada vez dormindo mais tarde. Os apelos eletrônicos e sociais têm contribuído para uma alteração nos padrões de sono de uma população mundial cada vez mais cosmopolita. Esta alteração se mostra mais pronunciada na adolescência, onde as alterações hormonais e os conflitos emocionais são abundantes.

Estimativas nos Estados Unidos apontam que de 45% a 85% dos estudantes da sexta série do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio relatam dormir menos do que o recomendado e 44% deles referem dificuldade de se manter alerta durante as aulas. Evidências indicam que o sono é um importante fator de suporte para uma adequada função cognitiva e emocional. 

Em jovens, maior tempo e qualidade de sono são associados a um melhor desempenho escolar e menos distúrbios emocionais.

Com o objetivo de esclarecer e caracterizar os padrões de sono de adolescentes, um grupo de pesquisadores em psicologia da Universidade da Califórnia (EUA) realizou um estudo em uma amostra representativa de adolescentes americanos compreendendo um período de 8 anos. Um quarto dos adolescentes avaliados iam para a cama após as 23:30 hs no período escolar, dormindo menos que as 9 horas por noite preconizadas para se ter um bom descanso nesta faixa etária. Este grupo que dormia menos apresentou menor performance escolar e maiores dificuldades emocionais.

Um dos problemas é que a adolescência é um período de transição hormonal e, por isso, o indivíduo tem mais dificuldade de conciliar o sono mais cedo à noite (sem contar as distrações eletrônico-sociais). O adolescente não pode prolongar o sono pela manhã, tendo que acordar cedo devido às obrigações escolares, agravado pelas dificuldades de mobilidade urbana, que muitas vezes antecipam este horário de acordar. O resultado é um menor tempo de sono, em geral de pior qualidade devido às excitações pré-adormecer (luzes, sons, diálogos virtuais).

Biologicamente a adolescência é uma etapa de desenvolvimento de algumas regiões do cérebro associadas com funções executivas (como a habilidade de organizar o seu tempo e de prever consequências de seus atos), funções de controle emocional e funções de avaliação de comportamentos de risco e recompensa. Problemas de sono afetam essas funções.

O estudo, apesar de não provar uma relação de causa/efeito, serve como um importante indício que justifica uma abordagem preventiva.

Os especialistas em sono sugerem intervenções comportamentais simples, no intuito de reduzir os estímulos sensoriais e a fim de permitir um sono precoce. Jantar mais cedo, ir mais cedo para a cama, apagar as luzes, desligar os equipamentos... enfim, desconectar.

Mas lembre-se, todos na casa devem fazer isso.