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Ministério da Saúde muda critério de diagnóstico da microcefalia

O critério para a identificação de microcefalia, no Brasil, mudou. O Ministério da Saúde informou, nesta sexta-feira (4), que passou a adotar, em todos os estados brasileiros, a medida de 32 centímetros para a definição da doença nos bebês.

Segundo o órgão, o procedimento está de acordo com a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera como medida padrão mínima para a cabeça de recém-nascidos, 32 centímetros e não 33 como vem sendo medido no Brasil.

Desde o surto de microcefalia na região Nordeste, atribuído ao zika vírus, o Ministério da Saúde recomendou que os profissionais adotassem a medida de 33 centímetros. Com isso, um maior número de bebês teve a saúde investigada.

O perímetro cefálico, como chamam os especialistas, varia de acordo com o tempo de gestação. Os bebês que nascem com nove meses e têm 33 centímetros de perímetro cefálico são considerados normais para as características da população brasileira.

No início da semana, o Ministério da Saúde divulgou que havia mais de 1,2 mil casos suspeitos da doença: todos com medida craniana igual ou inferior a 33 centímetros. Segundo o Ministério da Saúde, a nova medida visa agilizar os procedimentos clínicos, sem descuidar dos bebês que fizeram parte da primeira lista de casos notificados.

A classificação de casos passa a ser organizado como: Casos Notificados/Suspeitos; Casos Confirmados; e Diagnóstico Descartado.

A microcefalia é uma malformação em que os bebês nascem com o crânio menor que o normal, o que atrapalha no desenvolvimento do cérebro e gera problemas neurológicos e motores.




TEXTO : SAYONARA MORENO
FONTE : RÁDIO AGÊNCIA NACIONAL
IMAGEM: TUA SAÚDE

Criolipólise: tratamento estético elimina gordura localizada

O que é a criolipólise

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a criolipólise usa baixas temperaturas para acabar com a gordura localizada. O aparelho é colocado na superfície da pele, fazendo as células de gordura serem congeladas a temperaturas negativas para serem destruídas. O dermatologista Cláudio Mutti, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que, em contato com a baixa temperatura, as células de gordura - chamadas de adipócitos - se rompem totalmente. Em consequência, o corpo entende que elas não fazem mais parte do organismo e as expele naturalmente. O tratamento vem fazendo tanto sucesso que está chamado de "a nova lipoaspiração", com a diferença de que diferentemente desse método, a criolipólise não é um procedimento cirúrgico.

Como é feita a criolipólise

APARELHO REDUX DA ADVCE


Criolipólise

A criolipólise é feita com a ajuda de um aparelho específico cujos aplicadores acoplam-se perfeitamente às diferentes áreas do corpo. O endocrinologista Danilo Hofling, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, conta que a ponteira do aparelho realiza um poderoso vácuo que promove a sucção da pele e da porção de gordura localizada. Ao mesmo tempo, o resfriamento intenso e controlado da gordura destrói as células de gordura. O resfriamento controlado age danificando seletivamente as células adiposas, que são mais sensíveis ao frio, sem causar qualquer dano a nervos, músculos e outras estruturas próxima. "Na prática o que acontece é a morte da célula de gordura", explica.

O aparelho da criolipólise é adaptado para cada área do corpo. "Para a região da barriga existe uma ponteira grande, já para as costas e pneuzinhos laterais utiliza-se a ponteira menor", explica a dermatologista Mariana Barbato, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A eliminação das estruturas dos adipócitos destruídas com a baixa temperatura é feita pelo sistema imune e a gordura no interior das células é conduzida ao fígado pelo sistema linfático para sua metabolização. Uma vez que o sistema linfático leva apenas uma pequena quantidade diária de gordura para ser metabolizada, não há perigo de sobrecarga do fígado nesse processo.

Indicações da criolipólise


A criolipólise não é um tratamento para sobrepeso ou obesidade. Ela é opção para pessoas que tenham gordura localizada em algumas regiões corporais, o famoso pneuzinho. De acordo com o fabricante, o procedimento elimina até mesmo aquela gordura incapaz de ser combatida com dieta e exercícios físicos.



Áreas de aplicação


A criolipólise pode ser feita apenas em algumas partes do corpo, aquelas que se adaptam bem as ponteiras. Não é possível fazer no rosto, por exemplo, porque o aplicador não se encaixa. De acordo com o fabricante do aparelho, há a perspectiva do lançamento de ponteiras que se adaptem a outras partes do corpo.

"A paciente poderá tratar áreas de qualquer tamanho com a criolipólise, mas numa área maior o procedimento deve ser dividido em dois momentos na mesma seção, para que toda a área seja tratada", explica a dermatologista Mariana Barbato.

Quem pode aplicar

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As marcas que comercializam o aparelho da criolipólise exigem que um médico seja responsável pelo procedimento, e se outro profissional de saúde o aplicar, o médico deve acompanhar esse procedimento de perto.

Cuidados anteriores à criolipólise


Não é necessária uma preparação específica para a criolipólise. A dermatologista Mariana Barbato conta que a pessoa pode consumir alimentos e se exercitar normalmente antes e depois do tratamento. ?Também não é necessário nenhum exame laboratorial para se submeter à técnica".

A criolipólise pode ser feita em qualquer estação do ano, inclusive no verão. Mas se a ideia é que os resultados sejam notados na estação da praia e do sol, o ideal é se programar antes, já que o resultado completo leva de dois a três meses para aparecer.

Dor durante o procedimento


A dermatologista Mariana Barbato explica que pode haver dor no momento da sucção proporcionada pelo aparelho, mas após o congelamento da gordura a região fica anestesiada. "Também pode haver desconforto na hora de retirar o aplicador, mas nada muito intenso", conta. "Os hematomas não são frequentes, mas quando aparecem são passageiros".

Duração da sessão de criolipólise


A dermatologista Maria Paula Del Nero, também da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o tempo de tratamento de uma área de 20 por 20 centímetros dura aproximadamente uma hora. A boa notícia é que a criolipólise pode ser feita em mais de uma região no mesmo dia sem riscos ao paciente.

Resultados da criolipólise

Barriga chapada

A dermatologista Mariana Barbato explica que uma ou duas sessões já são suficientes para trazer resultados. Mas há casos em que são necessárias mais sessões. A partir do décimo dia a quebra de gordura já pode ser visível, mas o efeito máximo acontece de dois a três meses após a sessão. "É possível medir a diferença na fita métrica, mas a melhor maneira de fazer a comparação de fotografias de antes e depois, na mesma posição", explica a especialista. Em uma única sessão, estudos científicos em Harvard apontam redução de 20% a 25% da gordura localizada na região tratada. Mas claro, os resultados variam de pessoa para pessoa.

A dermatologista Tatiana Jerez, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que caso a gordura removida na primeira sessão não tenha sido suficiente, uma segunda sessão pode ser feita cerca de dois meses após a primeira no mesmo local. "Não existem sessões de manutenção, para manter o resultado obtido deve-se evitar o ganho de peso, através de hábitos saudáveis: dieta balanceada e pratica de atividade física".

Celulite e flacidez


Não existe qualquer comprovação científica de que a criolipólise melhore a celulite e a flacidez. "Mas é possível perceber melhora do aspecto da celulite, em função da diminuição da gordura localizada, que é o foco do tratamento", explica a dermatologista Mariana. Já a flacidez pode até aumentar com o tratamento. Nesse caso, outros tratamentos, como a radiofrequência, podem ser associados para tratar esse aspecto.

Contraindicações


A dermatologista Mariana Barbato explica que nem todo mundo pode fazer a criolipólise, é preciso passar por uma avaliação detalhada antes. A criolipólise é contraindicada para pessoas com sensibilidade ao frio - como quem tem urticária, por exemplo -, com hérnias no local da aplicação, infecções na pele, para gestantes e para quem passou por cirurgia recentemente. Para quem pretende emagrecer, vale lembrar que o método combate a gordura localizada e não o excesso de peso, pois não atinge gordura em todas as áreas do corpo ou mesmo a visceral, gordura que se deposita entre os órgãos.

Reações adversas e complicações


Pode haver dor persistente após uma semana do tratamento. Nesse caso, o paciente deve ser medicado, mas essa consequência é rara. Também pode haver aumento da gordura no local em vez da redução. Esse problema é ainda mais raro, mas já foi relatado.

Quando o procedimento é feito por pessoas que não estão aptas a aplicá-lo ou com aparelhos não certificados, ele pode causar complicações, como queimaduras e outros problemas.


Preço da criolipólise


De acordo com a empresa que produz o REDUX DA ADVCE, aparelho pioneiro que foi desenvolvido em Harvard para a criolipólise, o preço da sessão varia de R$ 1.500 a 2.500 *.

*Preços pesquisados em abril, sujeitos à alteração.

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Os mitos e as verdades sobre o ebola.

Uma suspeita de ebola foi registrada nesta terça-feira em Belo Horizonte (MG), e o Ministério da Saúde investigou o caso.

O paciente é um homem de 46 anos vindo da Guiné. Ele deu entrada em uma unidade de pronto atendimento da região da Pampulha com dor de cabeça, febre alta e dor muscular. Seu nome não foi divulgado.

"Imediatamente após a identificação da suspeita, o paciente foi isolado na unidade e teve início a adoção do protocolo nacional estabelecido para casos suspeitos de ebola, como a comunicação à Secretaria Estadual de Saúde", diz o ministério em nota.

O homem foi levado nesta quarta-feira para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro.

"Todos os pacientes e profissionais da unidade que tiveram contato com ele foram orientados e estão sendo monitorados", afirma o ministério.

O paciente chegou na sexta-feira passada da Guiné, país onde foram registrados 4 novos casos de ebola nos últimos 21 dias, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O exame deu negativo e todos podem ficar despreocupados.

O país do oeste da África foi um dos mais afetados pelo surto: teve ao menos 2 mil mortes confirmadas relativas ao surto de ebola, cujo ápice foi em 2014.

Entenda a seguir os principais mitos em torno da disseminação da doença - e as reais explicações científicas para isso.

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Na foto - Mulheres curadas do ebola posam para foto na Libéria, o país mais atingido pelo atual surto da doença

O contágio se produz quando os fluidos corporais de um indivíduo infectado toca alguma das membranas mucosas de alguém que não está contaminado.

Isso quer dizer que o sangue, o suor, a urina ou as fezes do portador do vírus têm que entrar em contato com os olhos, os orifícios nasais, a boca, os ouvidos, a área genital ou uma ferida aberta para contrair a doença.

O contato com lençóis, roupas ou superfícies infectadas pelo vírus também pode causar o contágio, mas apenas se houver algum corte na pele.

É possível ser contaminado por alguém que aparenta estar saudável?

É muito improvável que isso aconteça, mesmo se alguém for portador do vírus.

A razão é que os sintomas podem demorar até 21 dias para aparecer - período máximo de incubação da doença. E até que os sintomas sejam visíveis, não há contágio.

Uma pessoa só pode transmitir a doença se o vírus estiver em seu sangue e secreções.

Não se contrai o vírus através de relações sexuais?

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Recomenda-se abstinência sexual ou o uso de preservativos para quem teve o vírus

Se um homem tem ebola, o vírus pode estar presente nos seus fluidos corporais, incluindo o sêmen. A Organização Mundial da Saúde acredita que o vírus pode permanecer nos fluidos do indivíduo até sete semanas após o paciente ter se recuperado.

Mas outros especialistas sugerem que a doença pode permanecer por até três meses, mesmo se médicos confirmarem não haver partículas virais no sangue.

Quem já teve ebola deve abster-se de relações sexuais ou usar preservativos durante esse período.

Alguém que morreu não pode espalhar a doença?

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Enterros devem ser realizados por pessoas treinadas e com equipamentos para evitar disseminação do vírus

Embora o indivíduo tenha morrido, o vírus ainda pode estar presente. Por isso, especialistas em epidemiologia temem que a disseminação ocorra em práticas funerárias tradicionais realizadas em alguns países africanos, nas quais parentes ficam em contato direto com os mortos.

Nestes casos, a OMS recomenda o enterro imediato e o uso de luvas e roupas de proteção para o indivíduo que manipula o corpo.

Recomenda-se, também, o treinamento daqueles que lideram os funerais sobre os procedimentos a serem seguidos para evitar que a infecção se espalhe.

Um paciente pode transmitir a doença, mesmo que ele tenha se recuperado?

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Profissionais da saúde devem usar equipamentos de proteção ao tratar de pacientes com ebola

Normalmente, apenas as pessoas que têm os sintomas podem espalhar o vírus.

No caso de uma mulher grávida que recebeu alta, recomenda-se que ela não amamente o bebê.

Antibióticos, água salgada, leite e cebola crua podem prevenir o ebola

O consumo destes alimentos não impede a contaminação pelo ebola. Além disso, a ingestão de água salgada - que alguns acreditam que pode curá-los da doença - pode ser perigosa, especialmente em dias quentes.

A OMS cita dois casos de pessoas na Nigéria que morreram por essa razão.

No momento não há cura para o ebola, mas vacinas estão sendo testadas. Se os testes forem bem sucedidos, profissionais de saúde terão prioridade em receber as injeções.

Você tem que usar produtos antissépticos caros para eliminar o vírus?

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Não. É recomendado lavar as mãos com frequência, com álcool em gel ou sabão e água limpa

Recomenda-se lavar as mãos com frequência, especialmente se você estiver perto de um paciente com o ebola.

O álcool em gel pode ser útil, mas se as mãos estiverem visivelmente sujas, é importante lavar com sabão e água limpa, segundo autoridades sanitárias.

O surto cujo ápice foi em 2014 foi o primeiro grande surto de Ebola

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O primeiro surto do ebola foi registrado no Sudão e na República Democrática do Congo, em 1976

Este é o surto que causou mais mortes, mas não é o primeiro.

Segundo a OMS, o vírus foi diagnosticado pela primeira vez em humanos em 1976, no Sudão e na República Democrática do Congo.

O surto ocorreu em uma aldeia perto do rio Ebola, daí o nome da doença. Cerca de 500 pessoas foram infectadas e 400 morreram.

Desde então, várias cepas do vírus surgiram no continente africano.



Fonte : BBC

Ingestão de frutas e legumes na juventude protege contra aterosclerose

As preocupações com a saúde tornam-se mais intensas com a aproximação da idade madura e o consequente aumento do risco para diversas doenças, principalmente doenças cardiovasculares. Motivadas por isto as pessoas ficam mais predispostas a promover mudanças no estilo de vida, o que sabidamente reduz o risco para doença cardíaca.

Das intervenções sobre estilo de vida na maturidade, a que estabelece um padrão dietético alto em frutas e vegetais está associada a uma redução na incidência de doença coronariana, acidente vascular cerebral (derrame) e mortalidade por doença cardíaca, redução esta que é mediada, provavelmente, pela inibição da formação da placa aterosclerótica, principal característica da doença cardiovascular. No entanto, a formação da placa tem início na juventude e, quando, na idade madura, o indivíduo melhora seu estilo de vida, ele já apresenta algum grau deaterosclerose, o que impede uma redução completa do risco de doença cardiovascular.

Na última semana foi publicada na revista médica Circulation, uma pesquisa que teve como principal objetivo investigar se a adoção de uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais, já na juventude, poderia ter um maior impacto na prevenção da doença cardíaca.

O estudo foi conduzido em uma amostra de 2506 jovens que tiveram seu padrão alimentar registrado por meio de questionários. Vinte anos depois os participantes submeteram-se a uma tomografia computadorizada para a medida de cálcio na artéria coronária, que é um excelente marcador da aterosclerose naquele local.

Os indivíduos que tinham o maior consumo de frutas e vegetais na juventude apresentaram uma menor prevalência de cálcio na artéria coronária, o que indica um menor risco de desenvolver aterosclerose. Este resultado reforça a recomendação da adoção de um estilo de vida saudável já na adolescência e juventude, principalmente no que diz respeito à alimentação.

Texto : ABC Saúde
Fontes Bibliográfica
-Circulation – DOI:10.1161/CIRCULATIONAHA.114.012562
Foto : Buonagente

Salsicha, bacon e presunto podem causar câncer, segundo estudo.

Carnes processadas – como salsicha, presunto, linguiça, hambúrguer e bacon – foram classificadas como alimentos cancerígenos para seres humanos, conforme divulgado nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Já a carne vermelha, incluindo partesdo boi, porco, carneiro, bode e cavalo, foi classificada como alimento de provável risco cancerígeno.

As classificações foram definidas com base em mais de 800 estudos que tratam da associaçãode cerca de 12 tipos de câncer ao consumo de carne vermelha ou de carne processada em países e populações de dietas variadas. As evidências mais fortes, segundo a IARC, vieram de um grupo de estudo conduzido nos últimos 20 anos.A decisão foi tomada pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC, na sigla em inglês) e levou em consideração evidências de que o alto e frequente consumo de carne processada provoca câncer colorretal. “Especialistas concluíram que, para cada porção de 50 gramas desse tipo de carne consumida todos os dias, o risco de câncer colorretal aumenta em 18%”, alertou a agência.

Ainda de acordo com a agência, braço da OMS, as descobertas reforçam a orientação do consumo limitado de carne entre humanos, sem deixar de levar em consideração que o alimento tem valores nutricionais.



Fonte : Agencia Brasil
Foto   : Reuters

Brasil fica entre piores em ranking de tratamentos paliativos a pacientes terminais

O estudo, feito pela consultoria Economist Intelligence Unit, analisou a disponibilidade, o custo e a qualidade destes tratamentos. Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia lideraram o ranking geral. O Brasil ficou na 38ª posição, à frente apenas de Uganda e Índia.

A lista incluiu 30 integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e outros 10 países com dados disponíveis.

"Os países na lanterna incluem, sem surpresa, países em desenvolvimento e dos Brics, como China, México, Brasil, Índia e Uganda, onde, apesar de exceções notáveis de excelência... avanços em prover tratamento no fim da vida são lentos", disse o estudo.

"Não é surpresa encontrar países como Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia no topo do ranking, dado a relativa riqueza, infraestrutura e longo reconhecimento da importância de desenvolver estratégias nacionais de saúde no fim da vida".
Diferenças culturais

O Brasil também ficou nas últimas posições no quesito disponibilidade de tratamentos, ocupando a 36ª posição, à frente apenas de Eslováquia, Portugal, Rússia e China. Essa lista também foi liderada por Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Austrália.

Sheila Payne, diretora do Observatório Internacional para Tratamento no Fim da Vida, disse que a baixa pontuação de nações em desenvolvimento "se deve à falta de financiamento e reconhecimento nestes países sobre políticas públicas de saúde em tratamento paliativo".

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O relatório também aponta para razões culturais que influenciam no tratamento dado a pacientes terminais, como os tabus fortes sobre morte em países como Japão, China e na Índia, onde muitas família preferem ocultar do paciente sua real condição médica para protegê-lo.

Já nos Estados Unidos, parece imperar a política do "manter vivo custe o que custar", sugere o texto.

"Somos o epicentro das tecnologias que nos permitem deixar as pessoas vivas por mais 60 dias sem nenhuma melhora no resultado, mas com um aumento substancial nos custos", disse Paul Keckley, diretor-executivo do Centro Deloitte para Soluções de Saúde, braço da consultoria Deloitte, citado no relatório.

"E quanto mais fundamentalista, evangélico ou conservador (for a família), menos as pessoas irão desafiar a opinião médica ou pedir por algo que não seja recomendado pelo médico".
Conhecimento público de tratamentos

O Brasil também ficou nas últimas posições no ranking de conhecimento público sobre tratamentos disponíveis no fim da vida.

Numa escala que mediu o nível de conhecimento de 1 a 5, o Brasil ficou no grupo 2, junto com Finlândia, Índia, Itália, México, Portugal, Rússia, Suíça, entre outros países. Bélgica, Irlanda e Grã-Bretanha lideraram a lista.

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Em muitos países pesquisados, há falta de conhecimento público sobre existência de locais para pacientes terminais, como na China, ou outros tratamentos paliativos


Fonte e Fotos : BBC da Saúde

Como fazer exercícios quando se trabalha sentado o dia todo

Vários estudos divulgados ao longo dos anos apontaram os danos causados pelo
sedentarismo.

As pesquisas, em vários países, advertem que ficar muito tempo sentado pode chegar a ser tão prejudicial para a saúde como fumar.

E um estudo divulgado na revista especializada British Journal of Sports Medicine recomenda que a pessoa fique de pé pelo menos por duas horas por dia para evitar os efeitos negativos de passar a maior parte do dia sentado.

Um dos estudos mais recentes, publicado em 2015 por David Alter, no Instituto de Reabilitação de Toronto, no Canadá, concluiu que a maioria das pessoas passa mais da metade do dia de maneira sedentária, seja no trabalho ou em casa.

Segundo a pesquisa de Alter, a falta de mobilidade reduz a expectativa de vida em cerca de dois anos e aumenta a possibilidade de doenças cardíacas, diabetes e câncer.

Para reduzir o risco destas doenças, o ideal é incorporar certas rotinas que estimulem uma vida mais ativa, como levantar da cadeira a cada meia hora ou caminhar dentro do escritório, por exemplo.



A maioria das pessoas passa mais da metade do dia em posição sedentária

Mas, se for impossível mesmo se separar da cadeira e do computador ou se não dá para escapar da mesa de reuniões, a BBC Mundo compilou seis conselhos para o trabalhador de escritório se manter ativo mesmo sentado.

Leia também: Exercícios podem elevar em 5 anos expectativa de vida de idosos, diz estudo

Com esta série de exercícios é possível trabalhar praticamente toda a musculatura da parte inferior do corpo, "que é a que se atrofia com maior facilidade, por inatividade ou sedentarismo", como afirmou Juan Francisco Marco, professor do centro de ciência esportiva, treinamento e fitness Alto Rendimento, na Espanha.

1. Extensão da perna

Image captionFoto: BBC

Levantar e esticar as pernas, de forma alternada ou simultânea. É um trabalho específico para o quadríceps.

2. Curl isométrico

Image captionFoto: BBC

Também pode ser de forma alternada ou simultânea. Consiste em pressionar os calcanhares nos pés da cadeira, com as pernas flexionadas, como se a pessoa quisesse quebrar o pé da cadeira. É um exercício para os isquiotibiais.

3. Adução de pernas

Image captionFoto: BBC

É preciso colocar um livro, uma garrafa plástica ou qualquer outro objeto entre as penas, na face interna dos músculos. A pessoa faz pressão para dentro em um exercício específico para os adutores.

4. Abdução de pernas

Image captionFoto: BBC

Seja de forma simultânea ou alternando as pernas, este exercício trabalha especificamente os abdutores e glúteos. Com as mãos podemos exercer uma resistência empurrando os joelhos para fora.

5. Extensões para os pés (alternada ou simultânea)

Image captionFoto: BBC

Consiste em elevar os calcanhares até que os pés fiquem apoiados nos dedos. Trabalha o músculo tríceps sural.

6. Flexões dos pés com a perna estendida (alternada ou simultânea)

Image captionFoto: BBC

Com a perna estendida, a pessoa eleva o peito do pé, vira o pé para cima. Este exercício trabalha especialmente o tibial anterior.

O professor Marco afirma que, exceto no caso do exercício de curl isométrico, que deve ser feito em três séries de 20 segundos de duração cada, "os outros podem ser feitos em três séries com 20 repetições cada, para manter uma maior atividade neuromotora nos músculos envolvidos".

Marco também afirmou que a parte superior do corpo "costuma se movimentar constantemente, mesmo que passemos muito tempo sentados".


Image caption(Foto: Thinkstock)

No entanto também há exercícios para esta parte do corpo como levantar os braços ou abrir e fechar as mãos. Este último, se for feito com uma bolinha de borracha, é ainda mais eficaz.

Apesar destes conselhos e exercícios, o preparador físico espanhol afirma que o mais recomendado ainda é se levantar da cadeira, parar por alguns minutos e caminhar um pouco obedecendo a certos intervalos.


Fonte : BBC
Fotos : Thinkstock

Conheça os benefícios da cebola

A cebola contém flavonoides (como quercetina e rutina), antioxidantes que melhoram as defesas do organismo, ajudando a evitar não apenas as gripes e resfriados, mas infecções em geral, além de proteger as artérias do acúmulo de colesterol. O alimento também é rico em adenosina, uma substância que melhora ofluxo sanguíneo.

A roxa é menos nutritiva que a amarela

Mito

A cebola roxa contém maior concentração de quercetina (antioxidante), que ajuda a diminuir as cólicas menstruais, e de inulina (fibrasolúvel), capaz de manter a microbiota intestinal saudável. Há também um benefício adicional: a presença das antocianinas, responsáveis pela coloração roxa, desempenha uma função antioxidante no organismo, prevenindo o envelhecimento precoce.

Estimula as lágrimas

Verdade

E a razão da choradeira é uma substância chamada sulfóxido de cisteína, que é lacrimogênea e volátil, ou seja, se dispersa facilmente no ar, em forma gasosa. Vale lembrar que o mau hálito é ocasionado por essa mesma substância, porém, se os dentes e a língua forem bem escovados após a ingestão do alimento, é possível amenizar bastante o odor.

Possui baixa importância nutricional

Mito

A cebola contém quercetina, rutina e outros antioxidantes importantes para manter as defesas do organismo, para neutralizar os radicais livres e para ajudar a prevenir o envelhecimento precoce. Quando consumida crua é mais nutritiva, pois seus nutrientes não sofrem alterações ocasionadas pelas altas temperaturas. Para não perder os benefícios, o ideal é preparar refogados ou outros pratos quentes e acrescentar a cebola depois de apagar o fogo.

Age como preventiva de micoses

Verdade

Por ser microbicida – com ação semelhante a dos antibióticos –, destrói certos micro-organismos, como os fungos causadores de micose. Outra vantagem é seu alto poder desinfetante anti-inflamatório e bactericida, que pode ser utilizado como antídoto em picadas de aranhas ou em furúnculos. Para isso, coloque uma rodela fina em uma xícara de água fervida, abafe e aplique o líquido na lesão.

Deve-se evitar o consumo diário

Mito

Não existe nenhuma contraindicação para a ingestão diária. A cebola ajuda a manter o coração saudável, reduz excessos de glicose no sangue – o que é muito bom para pessoas com diabetes –, é anti-inflamatória (ajuda no emagrecimento, já que a obesidade é uma inflamação) e previne certos tipos de câncer. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri, em Milão, na Itália, o consumo de duas cebolas por semana é suficiente para derrubarem 56% o perigo de tumores na laringe, menos 43% nos ovários e 25% nos rins. Para quem come todos os dias, as chances de ter câncer colorretal são 56% menores e o de boca, 88% menores.




Fonte e Foto : Revista Viva Saúde

Parar de trabalhar é bom mas pode não fazer bem para a saúde

Muitas pessoas acalentam o sonho da aposentadoria onde o parar de trabalhar representa o justo descanso de uma longa jornada que, para a grande parte, começou muito cedo na vida. Outros tantos querem continuar trabalhando, mas o mercado não absorve trabalhadores com idade mais avançada. 

A temática da relação entre envelhecimento, aposentadoria e saúde vem sendo bastante estudada devido, principalmente, ao rápido aumento da expectativa média de vida da população.

Avançando no entendimento deste tema, foi publicado na edição de setembro da revista científica Preventing Chronic Disease um grande estudo realizado nos Estados Unidos, que teve como objetivo avaliar parâmetros de saúde comparando pessoas em idade de aposentadoria que continuaram trabalhando com as que pararam de trabalhar. A pesquisa analisou dados coletados de mais de 83 mil pessoas com 65 anos ou mais durante o período de 1997 a 2011. Foi examinada a associação do estado de saúde com a situação ocupacional dos indivíduos.


O resultado da pesquisa revelou que estar sem trabalhar, seja por desemprego ou aposentadoria, está associado com um maior risco de problemas de saúde. O estudo demonstrou ainda que, entre os que trabalhavam, aqueles que tinham maior atividade física no trabalho apresentavam um risco menor de ter a saúde comprometida. Isto pode sugerir que a atividade física regular devido à natureza do trabalho serve como um protetor contra doenças. No entanto, deve-se ter em conta que este tipo de pesquisa não estabelece relação causal entre eventos associados e uma interpretação possível dos resultados é que os indivíduos que têm boa saúde continuam a trabalhar “no pesado”, enquanto os que têm saúde debilitada são encaminhados para serviços mais leves ou param de trabalhar.

Mesmo sem conseguir chegar a uma conclusão definitiva o estudo apresenta uma grande consistência na associação entre estar trabalhando e melhor estado de saúde. Mesmo para pessoas com alguma doença crônica, a atividade física e o engajamento social (que está associado a um melhor desempenho mental), são fatores que contribuem indubitavelmente para uma melhor saúde.

Deve ser considerado também que trabalhadores mais velhos produzem um efeito positivo no ambiente de trabalho, pois, em geral, são tão produtivos quanto os jovens, porém são mais cuidadosos e emocionalmente mais estáveis, qualidades estas que podem superar uma eventual limitação provocada por uma doença crônica.

ABC da Saúde

Referência Bibliográfica

-Preventing Chronic Disease – DOI:http//dx.org/10.5888/pcd12.15004





Como evitar a perda de massa muscular causada pela idade

Um dos principais fatores que produzem limitações físicas na pessoa que vai envelhecendo é a redução generalizada de massa muscular. Este fenômeno ocorre por atrofia e por redução do número de fibras musculares (processo este chamado de sarcopenia) e é responsável pela perda de força na musculatura esquelética (aquela responsável pelos movimentos voluntários do corpo) o que por sua vez leva a problemas de equilíbrio e quedas. Apesar de pouco perceptível em adultos mais jovens, este processo tem início entre os 30 e 40 anos de idade. Nas duas ou três décadas seguintes a força continua a diminuir e a musculatura vai atrofiando. A qualidade de vida vai diminuindo proporcionalmente.

Este tema vem ganhando maior interesse nos últimos anos devido ao aumento da expectativa média de vida da população com o consequente crescimento da proporção de idosos. Algumas estratégias têm sido utilizadas para diminuir o efeito do envelhecimento sobre a massa muscular, como a prática de exercícios contra resistência (como a musculação) e abordagens nutricionais. No entanto, pouco se sabe sobre os mecanismos moleculares que produzem a fraqueza e a atrofia muscular da idade, principalmente por ser um processo crônico e cumulativo, ao contrário das atrofias agudas produzidas por jejum, doenças sistêmicas ou ausência de atividade da musculatura.

Uma nova contribuição foi dada recentemente para o entendimento deste processo com a publicação de resultados de uma pesquisa na revista científica Journal of Biological Chemistry. Um grupo de cientistas investigou, em um modelo animal, os mecanismos moleculares da fraqueza e atrofia muscular da idade e possíveis intervenções sobre estas condições. Para isto utilizou dois compostos encontrados na natureza que estimulam a síntese proteica em cultura de fibras musculares, o ácido ursólico, presente na maçã, e a tomatidina, presente no tomate verde (a maior concentração está na casca destas frutas). Estes compostos foram adicionados na ração de camundongos velhos por dois meses. Após este período foi feita a avaliação da massa e da força muscular comparando os animais que receberam os compostos na dieta com os que não receberam.

Os resultados demonstram que os animais que receberam os compostos reverteram tanto a atrofia quanto a fraqueza muscular produzidas pela idade. Um dos mecanismos propostos pelos pesquisadores é a ação dessas substâncias inibindo um fator de transcrição (ATF4) que seria um dos responsáveis pela redução da massa muscular.

Este estudo, além de esclarecer alguns aspectos envolvidos com a atrofia muscular da idade, fornece subsídios para a prevenção e o tratamento desta condição.

Enquanto aguardamos novos estudos em humanos que comprovem esta possibilidade, não custa nada comermos uma maçã e um tomate verde após a musculação!



Texto e Foto : ABC Saúde


Referência Bibliográfica

- Journal of Biological Chemistry - jbc.org/cgi/doi/10.1074/jbc.M115.681445

Exercícios elimina as dores e ajuda a dormir melhor.

Você deve estar achando que esta desanimado ou achando que está perdendo o ritmo. Alguns dias fica dormindo mal. Isso tudo se dá ao sedentarismo. Quer dormir melhor?Não sentir mais dores nas pernas ou coluna? Então veja como fazer isso. 

Botar o corpo para suar melhora a qualidade do sono. Essa constatação, já bastante aceita pelos especialistas, foi consolidada por um trabalho da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Os cientistas identificaram as práticas esportivas mais comuns entre 429 110 adultos e as relacionaram com o tempo de repouso de cada um. Os achados dão pouca margem para dúvida: caminhada, musculação, ioga, natação, ginástica aeróbica e várias outras modalidades, em comparação com o sedentarismo, estavam mais associadas a um descanso de sete ou oito horas por noite, índice considerado ideal para a maioria da população.
Mas espere um pouco! 

Antes de sair correndo por aí, temos algumas orientações que vão ajudar a embalar o sono. São elas:

1. Estabeleça uma rotina: o corpo gosta de seguir uma agenda. Dentro do possível, exercite-se em horários semelhantes ao longo da semana.
2. Aperte um pouco o passo: é engano pensar que só atividades leves nos tranquilizam. Elevar a intensidade junto a um expert melhora o sono.
3. Concentre-se no esporte: esqueça o trabalho e as preocupações por um momento. Foque na prática, no ambiente e nos colegas de treino.
4. Alongue-se após a agitação: nada de esticar muito, não. A tática serve mais para relaxar a musculatura e os tendões.

Agora, veja os fatores que dificultam o pregar dos olhos:

1. Ingerir cápsulas estimulantes: esses suplementos, muito utilizados para turbinar os exercícios, contêm substâncias que nos deixam elétricos por horas.
2. Extrapolar os próprios limites: o exagero nos enche de adrenalina, que afasta o sono. De quebra, traz dores que fazem qualquer um ficar rolando na cama.
3. Levar o esporte muito a sério: o estresse proveniente da cobrança por vitórias e eventuais discussões deixam o cérebro a mil por hora.
4. Não seja um atleta de fim de semana: é necessário ter uma regularidade. Além de sessões isoladas quase não oferecerem vantagens, elas elevam o risco de lesões.


Fonte : Revista Saúde é Vital
Foto   : Alex Silva Revista Saúde é Vital

Trabalhar demais aumenta o risco de derrame e doença cardíaca

O trabalho, além de ser uma necessidade indispensável para o sustento da maior parte das pessoas, para muitos é uma fonte de prazer e para alguns chega a ser um vício. O estilo de vida contemporâneo, com a crescente urbanização, tem mudado tanto as formas como os locais de trabalho.

A associação entre longos períodos de trabalho e maior risco de doenças, principalmente de natureza cardiovascular, tem sido alvo de pesquisas já faz algum tempo. Porém, evidências baseadas em estudos prospectivos, que são mais robustos do ponto de vista metodológico, são escassas e limitadas a doenças coronarianas. Em uma pesquisa recentemente publicada na revista médica The Lancet este tema volta a ser abordado utilizando a metodologia de meta-análise, onde é feita uma compilação de vários trabalhos publicados sobre o tema, sendo os dados agrupados e analisados em conjunto, o que proporciona uma maior eficácia estatística.

A pesquisa analisou dados de 25 trabalhos, somando mais de 600.000 participantes em 11 países, o que compõe o maior estudo já realizado sobre o assunto. Os resultados demonstram claramente uma associação entre longos períodos de trabalho (definidos como mais de 55 horas por semana) e maior risco da ocorrência de acidente vascular cerebral(também chamado de AVC ou derrame).

Além disso, o conjunto de dados apresenta uma relação de dose-resposta. Partindo de períodos de trabalho padrão (definidos como 35 a 40 horas por semana), o aumento da carga horária semanal produz um aumento proporcional no risco de AVC. Esta curva dose-resposta é um indicativo da consistência do resultado. Esta relação também foi observada com doenças cardiovasculares, porém, com menor intensidade.

São muitos os mecanismos que poderiam explicar esta relação, sendo o estresse o principal deles, além do comportamento sedentário e do tempo em que a pessoa permanece sentada durante o dia. No entanto, este tipo de estudo não permite que se tire nenhuma conclusão sobre as causas que levam um maior tempo de trabalho ao aumento do risco de derrame e doença cardíaca.

Estes resultados alertam para um novo fator de prevenção de doenças que deve ser considerado, o tempo dispendido com o trabalho. Talvez trabalhar um pouco menos (para quem têm esta opção), mesmo tendo como consequência um padrão de vida aparentemente mais modesto, pode trazer um grande benefício à saúde e evitar uma invalidez ou morte precoce.



Texto : Equipe ABC
Fonte : Referência Bibliográfica
- The Lancet - August 20, 2015 http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736(15)60295-1
Foto   : Essas e Outras

Preocupação excessiva com aparência pode causar transtorno psiquiátrico

Atriz e cantora Miley Cyrus declarou que teve transtorno dismórfico corporal; para ser diagnosticada como TDC, preocupação com a aparência precisa prejudicar a rotina da pessoaVocê conhece alguém que não vive sem um espelho, esconde-se dentro de roupas largas por vergonha do próprio corpo e até deixa de sair de casa por achar que o nariz não tem um formato adequado? A chance de essa pessoa estar sofrendo com o transtorno dismórfico corporal (TDC) é grande. A doença se caracteriza por uma distorção da autoimagem e faz com que a pessoa fique reclusa ou busque, a qualquer custo, atingir o ideal de beleza, que geralmente é impossível de se obter. É possível, porém, tratar o problema e recuperar a autoestima.

A atriz e cantora Miley Cyrus, declarou que interpretar a personagem Hannah Montana na adolescência, provocou o transtorno dismórfico corporal. A americana declarou que os produtores esperavam que ela se parecesse com outra pessoa, e isso criou uma imagem de que ela não era boa o suficiente.

A psiquiatra Mara Fernandes Maranhão, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo conta que quem tem TDC sofre. 
“Essas pessoas evitam a exposição, ficam com vergonha de frequentar lugares públicos, de se relacionar, pois têm a impressão de que os outros vão olhar para aquele ‘defeito’. Também fazem intervenções cirúrgicas desnecessárias”, explica.

Assim como a maioria das doenças psiquiátricas, há um fundo genético que é amplificado pelo ambiente em que a pessoa vive. “É mais comum em famílias onde há parentes de primeiro grau com o mesmo diagnóstico, e também mais comum em famílias que concentram maiores transtornos mentais, sejam quais forem”, explica Mara. “Se a pessoa tem vulnerabilidade a transtornos mentais, eles podem aparecer de diversas formas”.

O padrão de beleza imposto atualmente, por exemplo, causa problemas em quem tem TDC. 
“É biologicamente impossível para muitas pessoas, apenas uma minoria consegue atingir aquele padrão. E esse padrão não tem a ver com a saúde física, mas com uma conotação de sucesso e poder”, diz a psiquiatra. “É como se a pessoa capaz de corresponder teria, teoricamente, mais força de vontade e poder sobre si e o corpo. Isso acaba tendo um apelo muito grande para as pessoas mais jovens e mais vulneráveis”.

Tratamento

Identificar o problema é o primeiro passo para o tratamento. No começo, quem tem TDC não tem a exata noção de que seu comportamento em relação ao corpo é exagerado. “Muitas vezes é preciso começar um tratamento para ver isso”, diz a médica. Ela ressalta que a pessoa acha que realmente tem um defeito físico, que, muitas vezes, é real, mas ela enxerga de uma forma desproporcional. Com frequência, há defeitos imaginários também. “E ela amplia tanto a ponto daquele defeito imaginário interferir na vida”.

Para ser diagnosticado o transtorno dismórfico corporal, a preocupação com a aparência precisa prejudicar o funcionamento das coisas no dia a dia, influenciar negativamente e ter impacto na vida social ou profissional.

O tratamento, então, é feito com medicamentos e psicoterapia. A psicóloga da Clínica Maia, Myriam Albers, explica que o médico avalia se é preciso entrar com medicações antidepressivas. Depois disso, a psicoterapia virá para somar. “Há um trabalho de autoimagem, já que a autoestima fica muito rebaixada. A pessoa não está bem consigo mesma”, diz Myriam.


A adolescência é um momento crucial para o desenvolvimento desses transtornos. “Podemos observar também na infância, por padrões muito rígidos em questões da alimentação, mas é na adolescência que o transtorno começa a aparecer mais”, alerta a psicóloga.Anorexia e bulimia

“Os sinais podem ser velados, discretos, pode acontecer uma perda de peso gradual, e a tendência é de a pessoa não exibir mais o corpo, ou porque está emagrecendo demais ou percebe que está engordando. A família e os amigos começam a perceber quando o transtorno está em um grau mais avançado”.

Casos de compulsão alimentar, bulimia e anorexia surgem. Segundo Myriam, alguns traços de personalidade revelam a vulnerabilidade da repulsa ao próprio corpo. “Pessoas mais perfeccionistas, inseguras ou com baixa autoestima acabam ficando mais vulneráveis. Os pais devem perceber isso e mostrar cuidado com a criança, sempre relativizando e acolhendo as preocupações dela, para que entenda que o que pensa é desproporcional e não compatível com a realidade”.

Uma preocupação excessiva com a barriga, por exemplo, pode levar a uma dieta muito restritiva. “A adolescente, então, fica propensa a um descontrole por compulsão e restrição, podendo exagerar na atividade física para deixar a barriga do jeito que imagina”, diz Mara. Quando há um deslize, a depressão vem, levando à compulsão. E o ciclo se repete.

A médica conta que os objetivos de uma pessoa com transtorno dismórfico corporal geralmente são extremos, com padrões muito altos e impossíveis de serem alcançados. O tratamento pode durar de poucos meses até alguns anos. A cura, no entanto, é possível e a pessoa pode aprender a se amar.

Fonte : Minha Saúde IG
Foto   : Site Seriados da TV

Médicos afirmam em pesquisa que pimenta reduz mortalidade


O consumo de temperos em geral é um hábito muito antigo em várias culturas e atinge finalidades tão diversificadas quanto dar sabor e cor à comida até o seu uso medicinal, tendo sido por séculos, antes do advento da tecnologia, um importante fator de preservação dos alimentos.

Vários estudos científicos de pequeno porte têm demonstrado efeitos benéficos à saúde produzidos pelo consumo regular de temperos, especialmente a pimenta, benefícios estes que vão desde a redução da incidência de câncer até a diminuição do risco de sobrepeso e obesidade. Por sua vez, os agentes bioativos dos temperos (o principal chama-se capsaicina e é encontrado na pimenta) parecem ter efeitos positivos sobre doenças de vários sistemas (cardiovascular, gastrointestinal, endócrino), produzem benefícios em doenças dermatológicas, alguns tipos de cânceres e distúrbios urogenitais, além de apresentar também uma atividade antibacteriana.

Apesar deste conjunto de resultados apontar para um real benefício dos temperos (especialmente a pimenta) à saúde, até agora nenhum grande estudo havia abordado um possível efeito sobre a mortalidade. Pois nesta semana esta lacuna foi preenchida com a publicação na revista médica The British Medical Journal de um grande estudo prospectivo realizado na China e que teve o objetivo de examinar a associação entre o consumo regular de comida apimentada e a mortalidade total ou a causada por doenças específicas.

A pesquisa acompanhou por uma média de sete anos cerca de 490 mil homens e mulheres com idades entre 30 e 79 anos. Cada participante do estudo referiu o seu estado de saúde, o consumo de álcool, de temperos em geral, de pimenta e sua forma (fresca, seca, em óleo ou molho) e o consumo de carne e vegetais.

No período avaliado, a taxa de mortalidade foi significativamente mais elevada nas pessoas que ingeriam pimenta menos que um dia por semana quando comparada à mortalidade das que ingeriam pimenta 1 a 2, 3 a 5 e 6 a 7 dias por semana. Os participantes que ingeriam 1 a 2 vezes por semana tiveram uma taxa de mortalidade 10% menor no período e os que ingeriam pimenta 3 ou mais vezes por semana a redução chegou a 14%. Na análise da causa de morte específica, o grupo que ingeriu mais pimenta apresentou um risco de morte menor por certas doenças como câncer, isquemia cardíaca e doenças respiratórias. Curioso também é o dado que demonstrou que a ingestão de pimenta fresca tem um efeito protetor muito mais forte contra a mortalidade causada por estas doenças acima mencionadas. Estes resultados demonstraram-se consistentes mesmo após o ajuste dos dados para excluir outros fatores de risco potencialmente conhecidos.

Mesmo que a natureza do estudo não permita o estabelecimento de uma relação de causa e efeito (o tipo de estudo só tem poder de demonstrar uma associação entre dois eventos e não que um evento esteja causando o outro), os seus resultados fornecem indícios suficientes para ser sugerido um consumo moderado de pimenta no nosso dia-a-dia.



Texto : ABC da Saúde
Foto   : Portal Medianeira
Fonte : Referência Bibliográfica
-The British Medical Journal - 2015;351:h3942|doi:10.1136/bmj.h3942

Como controlar a pressão, naturalmente, com 10 passos

A hipertensão arterial ou, simplesmente, pressão alta é gatilho certo para uma série de males -- e não só aqueles que envolvem o sistema circulatório. "Normalmente, um paciente com pressão igual ou superior a 140/90mmHg é diagnosticado como hipertenso. São pessoas mais sujeitas a sofrer com falhas no coração, nos rins e até no cérebro" explica o cardiologista Enéas Rocco.

A doença é crônica (não tem cura, mas pode ser controlada) e, por isso, é importante fazer exames regulares para detectar como andam seus batimentos cardíacos. Mas atenção: ter pressão alta não é sinônimo de ser hipertenso.

"Para ser considerado hipertenso, o paciente tem de permanecer com a pressão mais alta do que o normal" , diz o médico. Isso porque, momentaneamente, qualquer pessoa está sujeita a uma variação na freqüência cardíaca. Um esforço físico mais intenso ou momentos de estresse, por exemplo, alteram esses números.

Algumas atitudes, no entanto, ajudam não só a prevenir o problema como controlam níveis já elevados de pressão. Confira a seguir uma lista delas e imprima uma marca saudável ao seu dia a dia. 


1. Manutenção do peso ideal- o sobrepeso aumenta dificulta o esforço do coração para conseguir bombear o sangue. Na prática, o músculo é exigido demais. "Como o bíceps de quem levanta peso, o coração de uma pessoa obesa acaba hipertrofiado" , explica o cardiologista. Com um risco: as lesões causadas pelo esforço excessivo podem se tornar irrecuperáveis.

2. Prática de atividade física atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral.

3. Redução de sal - o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva.

4. Evitar bebidas alcoólicas: O álcool em grande quantidade é inimigo feroz da pressão sob controle. Corte as bebidas da sua dieta ou consuma com muita moderação.

5. Dieta saudável: Gorduras saudáveis e pouco sal são medidas indispensáveis na dieta de quem quer manter o coração saudável. Inclua ainda muitas frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros, ou seja, com menos gordura.

6. Medicamentos: se o médico recomendou, não deixe de tomar. Mas nada de sair por aí imitando a receita alheia. Vale lembrar que alguns medicamentos podem elevar a pressão, como os antiiflamatórios e anticoncepcionais, ressalta o cardiologista.

7. Cigarro: o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente além de comprometer toda sua saúde. Parar de fumar imediatamente é fundamental , alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa.

8. Estresse: ele aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, acarretando a hipertensão e doenças do coração. Controle suas emoções e procure incluir atividades relaxantes na sua rotina.

9. Exames médicos: avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz.

10. Medir a pressão: no mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem fazer isso. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios




Fonte : Site Minha Vida
Foto   : Reprodução vídeo "Cuide bem do coração"


Bruxismo - Fisioterapia pode controlar e aliviar

Bruxismo, ato de apertar ou ranger os dentes, tem sintomas bastante desagradáveis, como fortes dores nos músculos da mastigação, pescoço e cabeça, além de alterações no sono e na saúde bucal. Mas, de uns tempos para cá, a fisioterapia tem sido citada como forma alternativa de lidar com o problema, para relaxar a musculatura da face e melhorar os movimentos da mandíbula.

Apesar de não ter causa específica, fatores psicológicos influenciam muito no aparecimento dessa condição. E é aí que a fisioterapia entra, para aliviar a tensão muscular causada pelo ato de ranger os dentes. “A fisioterapia utiliza técnicas de massagens, auto relaxamento, luz infravermelha, T.E.N.S (método que utiliza corrente elétrica de baixa voltagem com finalidade analgésica), ultrassom ou mesmo calor com compressas quentes no local tensionado”, diz Renato Mussa, Ortodondista da Well Clinic.

Com sessões de fisioterapia desdobramentos do bruxismo – desgaste dental, retrações de gengiva, quebra de dentes, problemas periodontais, movimentações dentárias e problemas musculares e posturais – podem ser aliviados e até evitados.

No entanto, a cooperação de quem sofre com o problema também é muito importante. “Muitas vezes é necessária a mudança de hábitos e comportamentos que exigem um esforço maior do paciente. Um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, psicologia e odontologia, sempre exige muita confiança e vontade de se tratar”, diz Renato.

Acupuntura também ajuda 

Já a acupuntura tem como objetivo buscar o equilíbrio do corpo. Para isso, são feitas aplicações de agulhas (estímulos) na pele em pontos específicos de canais energéticos. “Estudos mostram que ela diminui o nível de atividade muscular e reduz os sinais e sintomas dessa doença”, afirma Renato.

Fique sabendo de o seu filho tem Bruxismo

Há pesquisas que registram crianças que rangem os dentes desde os três anos. Normalmente, a mãe ou a pessoa que fica a maior parte do tempo com os pequenos relata que ouve barulho de atrito entre os dentes durante o sono.

Segundo a odontopediatra Adriana Ortega, professora da Faculdade de Odontologia da USP, caso a mãe esteja desconfiada do problema, o diagnóstico deve ser complementado pelo exame físico, para o odontopediatra investigar se há sinais de desgaste nos dentes.

Há meios para controlar seus prejuízos, como o desgaste (irreversível) dos dentes, fratura de restaurações, dores de cabeça e face, além do som desagradável que pode ser incômodo para as pessoas que convivem com a criança.

O uso de placas para preservação do tecido dentário é utilizado em todos os pacientes com bruxismo adultos ou crianças, o que diferencia é o desenho e adaptação desses aparelhos de acordo com a idade do paciente.

Para investigar a fundo a causa do ranger de dentes é preciso marcar consultas com outros especialistas além do dentista. Pesquisas demonstram que muitas crianças com bruxismo podem apresentar sinais de ansiedade, estresse, apneia, entre outras alterações, que precisam de avaliação de diversos profissionais da área da saúde que não só o cirurgião-dentista.



Fonte : Terra Saúde
Foto   : Nathan B Dappen / Shutterstock


Rir diminui dor de dente? TPM dá mau hálito? Veja mitos e verdades

Pensa em saúde da boca e logo vem a sua cabeça que você deve escovar os dentes pelo menos três vezes por dia com pasta, usar fio dental, e ir regularmente ao dentista? Pois é, tudo isso é verdade, mas também podem existir questões que você nem imagina. 

Alguns fatores fisiológicos podem atrapalhar a boa saúde bucal especialmente das mulheres. Pode ser difícil ver uma conexão, mas a TPM pode aumentar as chances de ter mau hálito em algumas mulheres, explica a dentista Ana Paula Brugnera.

"Além da TPM influenciar na produção hormonal, ela é um fator de tensão emocional e estresse. Esse fator diminui o fluxo de salivação, o que propicia o mau hálito. Durante a TPM também cai a imunidade, o que pode aumentar a proliferação de bactérias", afirma.

O mau hálito pode ser consequência de uma série de fatores, afirma a dentista Renata Rebuffo. "Vários fatores podem gerar o mau hálito tais como a presença de bactérias existentes em nossa cavidade bucal, devido a uma higienização deficiente, que podem inclusive acarretar em problemas de saúde periodontal, o hábito de fumar, a ingestão de alimentos com cheiro forte, como o alho, problemas no trato digestivo como a gastrite", explica.

Por outro lado, rir da própria desgraça durante uma dor de dente, por exemplo, pode ajudar, segundo Brugnera.

"Toda vez que elevamos o espírito produzimos substâncias que são capazes de apaziguar as dores do corpo como um todo. Um estudo feito na Universidade de Oxford mostrou que indivíduos foram capazes de suportar até 10% mais dor após assistirem a vídeos engraçados", diz.
Cúrcuma ou pasta de dente?

A nutricionista Bela Gil, conhecida por promover uma alimentação para lá de saudável, chamou atenção ao indicar a cúrcuma para a escovação dos dentes. A informação foi posta à prova nas redes sociais e muito comentada por dentistas.

Em nota, o Crosp (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo) afirmou que a Ciência não comprova a eficácia do tempero para a saúde dos dentes. "Não há evidência científica de que o uso de cúrcuma seja eficaz para evitar cáries e doenças na gengiva. Outras receitas caseiras que circulam na internet, que incluem ingredientes como bicarbonato de sódio e juá, por exemplo, também não têm respaldo científico", afirmou Marco Antonio Manfredini, secretário do Crosp.

O conselheiro lembra da importância do flúor contido na pasta de dente para evitar cáries, o que não é encontrado na cúrcuma. "O início da utilização de flúor na água de abastecimento público e em cremes dentais proporcionaram uma redução de mais de 60% das cáries [no país]", afirmou.

Segundo o dentista José Eduardo Rittes, que atua em São Paulo (SP), falta também ao tempero o abrasivo, que ajuda a remover películas que aderem ao dente e dá um polimento nas regiões escovadas.

"Eu não provei a cúrcuma, mas deve ter um gosto bem pior que pasta de dente. Imagina a população que já não gosta de escovar os dentes? Não faz o menor sentido", afirma.
Fuja de álcool e cigarro

Aliar boas práticas de higiene a uma alimentação saudável, ao uso moderado do álcool e sem cigarro previne contra manchas e erosões nos dentes e até ajuda a prevenir um câncer oral.

"Alimentos ácidos tais como o limão e o refrigerante podem causar a erosão ácida, já o consumo exagerado de alimentos doces sem a correta higienização, após o consumo, podem causar as cáries dentarias", diz Rebuffo.

Já o uso do cigarro e a ingestão de bebidas alcoólicas aumentam as chances de ter um câncer oral, que pode surgir na boca ou por toda a região do pescoço.

"O câncer de boca tem vários fatores de risco, como álcool e o cigarro. A presença de muitas bactérias e lesões bucais também podem beneficiar o surgimento do câncer, e elas se tornam mais incidentes quando não há a limpeza correta dos dentes e da mucosa", afirma Brugnera.

Fonte :UOL
Foto   : Site Saúde Dentária 

Álcool na adolescência pode prejudicar funções cerebrais para sempre

É crescente a preocupação das autoridades de saúde com o hábito entre adolescentes, cada vez mais precoce e mais frequente, da ingestão de bebidas alcoólicas, principalmente por ser esta situação admitida, tanto entre os jovens e também entre grande parte dos adultos, como algo comum e próprio da idade.

Os efeitos da intoxicação alcoólica aguda sobre o sensório, motricidade e juízo crítico são bem conhecidos e levam muitas vezes o adolescente a ter atitudes que não teria em condições normais. Além disso, um conjunto consistente de evidências científicas tem exposto os potenciais efeitos nocivos à saúde da intoxicação alcoólica aguda.

Nesta semana foi divulgada mais uma pesquisa que aborda esta questão. Foi publicado na revista científica Alcoholism: Clinical & Experimental Research, um trabalho que demonstra os mecanismos celulares que são afetados pela exposição ao álcool de um cérebro adolescente, que ainda não está completamente desenvolvido e maduro. O estudo utilizou um modelo em ratos, que simula o abuso intermitente de álcool na adolescência, para determinar se a exposição ao álcool na adolescência pode levar a alterações de longo prazo na estrutura e função de circuitos neurais dos animais quando adultos. Esta hipótese foi formulada baseada no conhecimento de que a adolescência é um período crítico para o desenvolvimento e amadurecimento dos mecanismos cerebrais que controlam a cognição, as emoções e o comportamento social. Uma função cerebral normal no indivíduo adulto - principalmente no que tange à capacidade de planejamento, modulações inibitórias e memória - depende de uma série de fatores funcionais e estruturais no período da adolescência.

Os resultados revelaram que os ratos adultos que receberam álcool na adolescência apresentavam problemas de memória e cognição. Os cérebros desses ratos foram analisados por uma série de técnicas que permitem avaliar o desenvolvimento e amadurecimento dos circuitos neurais. Isto foi feito particularmente em uma região cerebral chamada de hipocampo, que é responsável pelo aprendizado e memória. Esta análise expôs alterações tanto funcionais quanto estruturais no hipocampo, o que explica os déficits comportamentais apresentados pelos animais.

Baseados nestes resultados os pesquisadores sugerem que o álcool na adolescência pode produzir uma ruptura na maturação normal dos neurônios, o que levaria a alterações permanentes de estrutura e função cerebrais. Os cientistas alertam também que, apesar de, por lei, a adolescência ir até os 18 anos, o cérebro completa o seu desenvolvimento por volta dos 20 anos de idade.

Por estas razões, adiar ao máximo a exposição dos jovens ao álcool é uma medida preventiva com impacto altamente positivo na saúde da população adulta.



Texto : ABC da Saúde
Fonte : Referência Bibliográfica-Alcoholism: Clinical & Experimental Research - 2015              April 27 DOI: 10.1111/acer.12725